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Um lugar para os apaixonados por café.
Aqui você encontra a seleção dos melhores grãos do país. Conhece novas histórias emocionantes e seleciona pacotes de cafés especiais super frescos. Uma ponte direto do pequeno produtor até a sua xícara em apenas alguns cliques de distância.
Um olhar por dentro da xícara.
Um olhar por dentro da xícara.
  Na FBC, sempre dizemos que em cada xícara existe uma vida de histórias, e hoje vou contar um pouco sobre elas. Te convido a olhar comigo dentro dessa xícara.
 
  Ainda em minha época de ensino médio, fui com alguns amigos conhecer a FBC, lembro bem a sensação de entrar lá e sentir o aroma do lugar era sem igual, cheiro de café fresco e o cheiro dos sanduíches, as músicas tocando e até a iluminação do local era linda, assim como o seu designer, o local era muito confortável e aconchegante e os baristas eram incríveis. O Thiago, que era um dos baristas na época e meu amigo de muito tempo, me chamou para ir lá conhecer e sai de lá muito feliz, como todos que vão ao local.
 
  O tempo foi passando e um dia Thiago me disse que estavam precisando de uma pessoa para trabalhar lá, que estivesse disposta a estudar para se tornar um barista, ele me recomendou e o Eliabe resolveu me chamar para uma entrevista, sem dúvidas, foi a entrevista mais louca do mundo. A Bianca ainda grávida do pequeno Noah e o Eliabe que eu não conhecia, mas era totalmente diferente do que eu imaginava. Eles me chamaram para tomar um café com eles, Eliabe me fitava esperando que ao tomar um gole do café, uma hario, eu iria fazer careta, não só isso, mas com seu jeito doido dizia que eu estava segurando - não estava - então começamos a conversar, um papo bem leve, bem família, um indício do que seria trabalhar lá.
 
  Logo comecei, demorei um pouco a me adaptar com tudo, na verdade, em outro lugar eu teria sido despedido, mas Eliabe e Bianca conseguiam enxergar em mim, o que eu não via mais, potencial para crescer.
 
  Fui evoluindo e me dedicando a ser o melhor que eu conseguisse ser, na verdade, até mais, mesmo passando por problemas pessoais, ao chegar lá, tudo ia embora, era como um filtro para mim. O tempo foi passando e a cafeteria foi evoluindo, fiz tantos amigos e colegas lá que carrego em meu coração até hoje. Eliabe veio nos contando sobre o plano da torrefação e todos abraçaram e amaram a ideia, estudávamos muito sobre café e tudo que o cerca.
 
  A cafeteria mudou para outro lugar, pois o que estávamos na época, já não dava conta do público que tínhamos nem para alocar o torrador, a mudança foi uma experiência muito engraçada e enriquecedora, como sei que Eliabe irá ler esse artigo, lembra a luta para descer o sofá do mezanino? passamos vários dias ajudando na mudança e nos detalhes do local, a pausa para o almoço era sempre muito engraçada com todos zuando a todos e com as brincadeiras que no final descobrimos que era verdade sobre a Amanda. Amanda essa que apesar de todos nossos arranca rabos, se tornou uma irmã que carregarei para a vida, assim como todos lá. As conversas com a Luiza eram sempre ótimas, e os desabafos com a Bianca, que era como uma irmã mais velha, sempre consolando e disposta a ajudar, Thiago com seu jeito extrovertido e atrapalhado assim como a Amanda, nos rendem boas risadas até hoje, como o ataque do batman que ele sofreu, quem sabe um dia não contamos essas histórias engraçadas que aconteceram lá, que diga-se de passagem, são muitas. O dia da mudança estava próximo e foi nessa época que o Thiago por suas razões, nos deixou, mas sempre frequentava lá quando podia.
 
  Indiquei um grande amigo meu, um irmão, para trabalhar lá, o João. E foi assim que chegou o dia de uma das maiores experiências da minha vida. Eliabe nos levou até Carangola, Na fazenda do Danilo, um produtor de café, sua família trabalha com isso por gerações, tivemos a honra de acompanhá-lo em um dia de colheita e podemos ver de perto todo o processo que tem o café até se tornar a bebida em nossas xícaras.
Visitamos outras cafeterias e uma torrefação, onde encontramos gigantes do meio do café. Só de lembrar esses dias, sinto a leveza e o ar puro que aquele lugar tem. Montanhas e mais montanhas de pés de café e uma paisagem que traz paz a todos que olham. Conhecemos a família do Danilo, que nos contaram sobre suas vidas no café. Depois daquela divertida e incrível experiência, eu, Amanda e joão voltamos extremamente focados, afinal, como baristas, temos como obrigação mostrar na xícara que todo o trabalho duro evolui para uma bebida leve e delicada.
 
  Também foi nessa época que nossa querida tia Angélica entrou no navio, alegrando a gente e sempre disposta a conversar, sem falar nos pratos deliciosos que ela faz, da água na boca só de lembrar e não é brincadeira.
 
  Após a mudança, comecei a desempenhar vários papéis na cafeteria e foi quando a Amanda foi trilhar o próprio caminho, fiquei muito feliz por ela, mas um pouco triste, pois ela estava comigo na linha de frente desde que entrei, sem dúvida fez muita falta ter ela por perto. No lugar dela entrou uma menina, ruiva, baixinha e séria, mas quando a menina ia fazer café, era um espetáculo. Ela já veio com experiência e já era barista, uma incrível, diga-se de passagem, apesar de seu olhar sério e concentrado, eu não imaginava que mostrar uma foto de um gato iria arrancar um lado fofo dela que nunca mais saiu. Essa é a Yasmim, que logo se tornou uma grande amiga, muito astuta e ágil, ajudava demais e é um amor de pessoa, para quem você pode confiar e contar sempre. Já falei de todos mas ainda faltou falar do meu incrível amigo João, ele abraçou toda a ideia da FBC de forma tão natural e espontânea, lembro que era uma esponja para aprender e muito dedicado, não tem problema em falar quando não sabe e é um ótimo barista, tenho orgulho de todos que eu ajudei, mesmo que pouco, em especial o João. Hoje ele aprende sobre torra de café e logo logo vai me superar como barista, se já não o fez. A Gleyce entrou por último, com suas danças extrovertidas e aleatórias assim como suas cantorias, ajudava a gente a passar o tempo mesmo nos dias puxados.
 
  voltando um pouco para a FBC, pude ver claro como o dia o impacto que a FBC trouxe a cidade, pessoas que nem sabiam como era o café, nem sabiam sobre torra e eu tive o prazer de explicar para cada um deles, todos que apareciam lá com dúvidas sobre café, nós esclarecemos e explicamos, abrimos um mundo de conhecimento para várias pessoas, com muito orgulho, a gente mostrava nosso conhecimento e passávamos a frente. Tenho certeza que a FBC transforma as pessoas, tanto os baristas quanto os cliente que estão dispostos a nos ouvir, sempre da forma mais didática possível, fazemos questão de valorizar o pequeno produtor e mostrar para as pessoas o resultado dessa linha de trabalho tão linda que é a do café especial.
 
  Hoje já não trabalho de forma direta na FBC, precisei trilhar o meu caminho e buscar meus sonhos, agora bem mais maduro graças a essas experiências incríveis, pude tomar essa decisão ao olhar para os barista e ter certeza de que esse trabalho lindo iria continuar. Tenho certeza que a cada passo que eu der e enquanto eu viver, vai morar um pedacinho de FBC e de todos os amigos que fiz nessa jornada em mim. Não Eliabe não me pagou para escrever isso. Um brinde a FBC e um bom café a todos.